Peeling químico: tudo o que precisa saber!

Os peelings químicos são tratamentos através dos quais é induzida uma renovação cutânea pela aplicação seletiva de ácidos, cuja finalidade pode ser estética ou terapêutica.

À medida que vamos envelhecendo a nossa renovação celular começa a entrar em declínio. Também os defeitos cosméticos como manchas, rídulas e poros visíveis começam a surgir, levando a uma aparência menos favorável.

A partir dos 30 anos pode ser interessante dedicar alguma atenção a estas alterações e considerar o peeling como um tratamento válido para uma pele bonita sem filtros 😉

O procedimento consiste na aplicação cuidadosa de um ou mais ácidos sobre a pele com o intuito de promover a renovação cutânea, favorecendo assim a qualidade da pele.

Resultado: uma pele mais bonita e uniforme!

Os benefícios estéticos deste tratamento, e dependo dos protocolos usados, podem incluir:

– Suavização de rídulas – Redução de poros; – Tratamento de manchas; – Aumento da luminosidade; – Melhoria da qualidade da pele por estimulação do colagénio e elastina.

– Promoção da hidratação

Tipos de peeling

Os peelings podem ser classificados de acordo com a sua profundidade. Os mais profundos têm resultados mais dramáticos, comportam riscos mais significativos e um tempo de recuperação mais longo. Os mais superficiais envolvem muito poucas ou nenhumas restrições na vida social, mas geralmente implicam tratamentos com múltiplas sessões.

  • Superficial – o menos invasivo de todos e atua na camada mais superficial da pele, a epiderma. Estes peelings podem ser usados no tratamento de rídulas, clarear manchas, promover a luminosidade e o anti envelhecimento e até a melhoria da hidratação.
  • Médio – aqui a sua aplicação inclui a utilização de ácidos que atuam ao nível da epiderme mas também da derme. Este tipo de peeling pode estar indicado no tratamento de rugas, acne e cicatrizes, entre outras tantas indicações.
  • Profundo – neste caso a atuação é mais profunda, até às camadas inferiores da derme. Usado em lesões pré-cancerígenas, rugas e cicatrizes. Tem um tempo de recuperação de algumas semanas, deve ser observado um cuidado pós-tratamento rigoroso e é feito em sessão única.

Como é o procedimento para peeling químico?

O primeiro passo é, naturalmente, a avaliação.

Nesse momento serão definidos os objetivos do tratamento e selecionado o protocolo de tratamento.

Os protocolos variam quanto aos ácidos, número de sessões e tempo de recuperação, rotina cosmética a observar entre peelings e também as recomendações de cuidados gerais.

Este é também o momento para avaliar se existe alguma contra indicação ao tratamento, como por exemplo: lesões por Herpes.

Existem diferentes tipos de ácidos com indicações diferentes. Do mesmo modo, a concentração em que são aplicados implicará diferenças no resultado final do tratamento.

Alguns dos ácidos mais usados em peelings:

– Ácido Glicólico para anti-aging e promoção da luminosidade; – Ácido Láctico para hidratação e melhoria do aspeto geral da pele – ideal para peles sensíveis intolerantes a ácidos como o ácido glicólico; – Ácido Azelaico no tratamento das manchas; – Ácido Salicílico para tratamento das peles oleosas e citrinas; – Ácido Tricloroacético TCA para manchas e rugas; – Ácido Retinóico para fotoenvelhecimento, manchas e melhoria da qualidade das fibras da derma; – Ácido Cítrico e Ácido Ascórbico para devolver luminosidade às peles baças e apagadas; – Ácido Ferúlico para combater o fotoenvelhecimento.

A lista de ácidos é enorme e é possível encontrar diferentes fórmulas para as mais diversas indicações, para os diferentes tipos de pele, inclusive as mais sensíveis.

O passo a passo do tratamento pode ser mais ou menos simples, mas inclui sempre estas etapas:

  1. Inicialmente é efetuada uma limpeza de pele para eliminar oleosidades e outras impurezas.
  2. Proteção prévia das zonas frágeis como olhos, nariz e boca.
  3. Segue-se a aplicação dos ácidos em uma ou mais camadas.
  4. Alguns protocolos preveem a neutralização com agentes alcalinos.
  5. Remoção do peeling, geralmente com com água abundante e um agente de lavagem suave.

O que vai sentir após o tratamento é muito variável, pois depende do tipo de peeling.

Contudo, os efeitos secundários transitórios mais comuns incluem:

Sensação de ardência: durante a aplicação do peeling é normal uma sensação de ardência, que poderá ser mais suave ou mais severa, dependendo do peeling selecionado.

Esta sensação pode durar apenas durante o tratamento ou perdurar até 2 ou 3 dias, na maioria dos casos.

Descamação: alguns peelings causam uma descamação temporária. Se for este o caso, é importante não forçar esta descamação com exfoliantes ou outros mecanismos de higiene! A pele tem um tempo próprio de regenerarão e as pelícluas que descamam apenas devem saír quando as camadas inferiores estiverem suficientemente regeneradas.

Edema: a pele pode apresentar um ligeiro inchaço generalizado, resultante da inflamação a que foi induzida.

Eritema: um rubor que também está associado ao mecanismo de resposta à inflamação e que pode durar desde uns dias até 2 semanas.

Secura: no período de recuperação a pele pode estar mais seca.

Cuidados a ter depois do tratamento

Depois da realização de um peeling deverá ter os seguintes cuidados:

– Evitar a exposição direta ao sol e ao calor nas semanas seguintes (após o peeling químico a pele fica muito sensível);

– Usar cremes hidratantes adequados e protetor solar (em caso de dúvidas, aconselhe-se junto do médico ou esteticista) para manter a pele saudável;

– Lavar a pele tratada com sabonete neutro e usar água termal nas zonas tratadas para atenuar a vermelhidão e ardência;

– Nunca retirar as crostas decorrentes da descamação da pele;

– Evitar exposição a temperaturas extremas.

Riscos

A maioria dos peelings decorre com tranquilidade e as complicações são raras. Porém, os riscos existem e são tanto mais prováveis quanto maior a agressividade do peeling. Algumas das complicações mais preocupantes incluem: infeção, formação de tecido de cicatrização e pigmentação pós-inflamatória.

Onde posso fazer um peeling? É possível fazer um peeling em casa?

A maioria dos peelings profissionais são oferecidos nos Institutos de Beleza e em Clínicas Médicas.

De um modo geral, os tratamentos com peeling oferecidos pelas esteticistas atuam na camada mais superficial da pele, beneficiando, por isso mesmo, de um tempo de recuperação mais rápido.

No mercado já existem alguns cosméticos para utilização em casa que também têm uma ação peeling. No entanto, a concentração em ingredientes ativos e o pH estão regulados para uma ação mais suave e progressiva. Estes cosméticos para uso diário e em casa são frequentemente usados na preparação dos peelings profissionais.

Até breve!

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